sábado, 4 de dezembro de 2010


Uma tarde ensolarada como qualquer outra. O calor dissipa as forças, mas não traz o sono. Ela pensa em como seria bom herdar um apartamento, vender, aplicar o dinheiro e viver da renda. Desejo de aposentadoria aos 20. Mas sabe impossível viver do ócio. Pena ser assim. Se fosse um bicho, seria uma bactéria.

Uv.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ser Humano 1: Vou fazer prova* amanhã... Me deseja boa sorte!!
Ser humano 2: Quem precisa de sorte é quem não estudou...
Ser humano 1: Então me ensina um jeito de estudar pra ganhar na Mega Sena!!!

(Transcrição de uma conversa entre 2 seres humanos** quaisquer no MSN)
*A prova em questão é a do ENEM
**O ser humano 1 é a pessoa por trás da Ultraviolet.
Ele: _ Posso te confessar uma coisa?
Ela: _ Pode.
Ele: _ Eu tenho uma culpa tããão grande por ter me deixado envolver com você.
Ela: [Risos]
Ele: ?
Ela: _ Eu sei que essa é a sua forma de me dizer “Eu te amo”.


Ultraviolet.

POEMA EM GOTAS

O chuveiro aberto.
A água desce
As vezes quente
As vezes rente
As vezes mole
As vezes água
As vezes nada.
Meus pensamentos são apolares.
Meu corpo impermeável
Meu cabelo lavável
O meu destino
Apedrejável.

Uv.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

***Este blog será reativado e passará por mudanças. Se vc ainda o lê, deixe sugestões!***

UV.
Sou Pietà. A Maria de mármore fadada a carregar nos braços as carnes sem vibração de um filho que de fato nuca foi seu. Você de fato nunca foi meu, apesar de estar em mim, dentro de mim. Ao sabor do meu desejo. Sempre quando me esqueço. E me entrego... E me regenero. Não cabem cenas, não há clemência. Eu preciso de algo que me entorpeça da realidade. Mas não pode aparecer no exame. Então escolho isso. Escolho você. Não sou essa coisa louca, desfreada. Não sou ninfomaníaca. Não... Sou carente, depressiva, devo favores ao silencio... E já enjoei do gosto das minhas lágrimas, não as bebo mais: deixo escorrer direto até molharem meus seios. Limpo-os percebendo sua forma, então me lembro e logo depois me esqueço... E me entrego, e aproveito, e me delicio, e depois acaba. A gente levanta e vai embora. Você não dorme ao meu lado, me abraçando em concha do jeito que eu gosto. Você vai. Você passa. Eu fico. Fico ali, no momento anterior ao delírio. Volto ao ponto inicial. A roda gigante que me tira debaixo, me eleva e em seguida me traz abaixo novamente, nunca sem deixar aquela nostalgia que me faz voltar a ela. A fonte que eu bebo se esgota. Sou nômade das coisas abstratas. Sou beduína de um deserto de monotonia que procura água pouca e escassa, nunca suficiente para estocar, sempre a conta da saciedade. E assim sobrevivo. E assim eu vivo. Tenho medo de ter me acostumado. Pode tudo ainda ser apenas um conto inventado. (...). Mas sou Pietà, e serei eu quem será retratada em pedra, com um amor morto nos braços.
Ultraviolet.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma janela aberta, e o vento frio corta o fio da palavra. Não há desengano capaz de deter o nada, e a dor é a única forma de vida. Madness. Tudo é cíclico, mas isso não impede que desça ao abismo. Não, não, não. Conjunção. Reinventa quem eu sou / faz denovo aparecer o velho. Aquela criança que não sabia, por isso era feliz. O sentido é vago, o paladar é amargo. É tudo ato. É tudo vida. É tudo acaso. Beleza perdida em meio ao caos.
Ultraviolet.