sábado, 5 de março de 2011

SELO "O BLOG NECESSÁRIO"


Recebi este selo da Celly Monteiro, do blog "A Fantasista", acompanhado de uma crítica belíssima. Me emocionei com suas palavras, pois mais que uma exímia contista, ela é uma inspiração para mim e sou extremamente fã de seus contos fantásticos. Agradeço a homenagem e em breve publicarei a lista dos blogs a que repasso.

Uv.
Uma estrada sem curva, sempre constante, difícil de medir. Do destino, não sabia se perto ou distante. Por ela caminhava. O referencial enganava. E fazia sol de dia, e luz branca à noite, e os ventos sopravam frios, e a chuva molhava a terra, abafava o ar. Às vezes as forças faltavam. Não tinha perspectiva de chegar a algum lugar. Tudo era muito igual. A passagem contaminava a visão. Mas continuava. Mais um pouco em busca do irreal. Imaginação criava fatos. Desejo confundia vontade. E a estrada se mantinha soberana imutável. Sempre em frente, sempre terra, sempre nada, sempre o caminho para o que se espera. Senta. Levanta. Mais um pouco. Visão estática. Mente cauterizada. Há saída? Pra onde? Alguém espera? Por que tão reta?
...
Ele queria a sorte de andar pelos vales, sentir a carga de hormônios liberados ante a próxima curva. Estar no alto. Olhar pra baixo. Sentir pequeno no lago. Ser rei nos ares. A estrada reta não lhe traz sentido. E esse silêncio castiga os ouvidos.

Ultraviolet.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Menino-Poesia, vem morar nos meus versos..."


É uma curiosidade que me toma, louca por saber o que se passa na sua cabeça. Eu sinceramente não queria falar de amor, acho tão lugar comum. Sentiria mais confortável podendo analisar o conflito no Egito. Ou em outro lugar qualquer. Mas essa angústia que me toma leva-me a você. Essa sensação de quem foi amada e espera eternamente pela volta. Volta de quem não veio pra poder ir. Clichê barato. Mas esse telefone que não toca, essas palavras vagas, essas promessas indecisas. E enquanto escrevo minha música acaba. Começou “A Voz do Brasil”. E, infelizmente, até isso me leva a você com todos os seus modos políticos e alguma coisa que eu queria que completasse essa frase, mas não sei bem o que é. Até as palavras me abandonam ultimamente. Essa sinopse de vida a dois que me trai. E a minha internet caindo ininterruptamente, que em outro momento, me deixaria quase loca de raiva, mas que hoje eu só observo. Passei o dia deitada, imaginando. É o que me resta. Essa carência que só pode ser preenchida com você. A agenda está tão cheia, todos estão ao alcance de 8 toques. Menos o que interessa. Você interessa. Você não está. Então vem o tédio, a irritação banal, a comida porcaria, o pijama às 5 da tarde, o banho não tomado, a tarefa não feita, a mente indiferente ao corpo. Essa espera me deixa como sobre trilhos... Aguardando. Esperando ou pelo salvador, ou pelo eterno torpor. E eu me faço reticências. Tão cafona. Tão previsível. Tão apaixonada.  

Ultraviolet.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

prkaranikas@hotmail.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

 "Mude sua opinião
seu corpo e sua alma
nas raízes do seu cabelo
nos contos da noite
sinta-se o mesmo no coração e no cérebro
sua alma deve seguir o coração
escreva seu amor na liberdade
escreva seu amor na água."
(Trecho retirado do vídeo abaixo)


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DESABAFO

E essa vida que me engana melhora, mas não deslancha. Ah essa falsa sensação de mudança. E o medo do emprego, do enredo, do desfecho. Vontade de trabalhar 6 horas. Vontade louca de ganhar na loteria, acabar com essa monotonia e me entregar à mordomia.  E pra completar as novas incertezas, enfim alguma surpresa. O possível amor perfeito... ops! Esqueci, esse também não está ileso. Tem prazo de validade. Um dia eu ainda descubro alguma verdade ou talvez, a essa existência, dê um pouco de qualidade.

Ultraviolet.